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Pais e mães separados: incentivem seus filhos a amarem um ao outro!

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Primeiro: seu filho nasceu com o “HD” zerado. Sem ódios, raivas, preconceitos ou traumas, prontinho para que muito amor seja “instalado” nele, e com isso se torne um ser humano fantástico pra si, para o mundo e pra vocês, pais, na velhice;

Segundo: sabe quem é o maior prejudicado numa briga informal ou judicial entre pai e mãe, não apenas pra ver quem tem mais direitos na criação do filho, mas também por dinheiro ou qualquer coisa que seja?

Resposta (óbvia): o próprio filho.

Portanto, sejam maduros e conscientes. Provem a si mesmo que são capazes de encerrar uma relação de forma digna, grandiosa, batendo a poeira e dando a volta por cima sem prejudicar quem não tem nada a ver com o término da relação e sua respectiva causa.

Não trate o filho como um produto e não pratique um ‘estica-e-puxa’ com esse pequeno ser que nem pediu para estar no mundo, mas que tem uma vida toda pela frente e precisa de vocês dois para se tornar um alguém saudável, corajoso, inteligente, independente, respeitador, tolerante e do bem.

Qualquer batalha ‘homem x mulher’ deve ficar apenas entre os dois, que precisam ‘se virar’ pra superar os obstáculos – não somente pelo resgate ao amor próprio, mas também em respeito a maior herança que esse relacionamento amoroso produziu.

A criança não tem nada a ver com os problemas particulares dos pais e precisa de blindagem durante discussões ou possíveis (e lamentáveis) agressões, sendo, inclusive, estimulada por um a amar e respeitar o outro – e vice-versa -, principalmente quando o outro não estiver.

Só quem já cresceu num ambiente conturbado entre os pais sabe o impacto negativo que isso pode trazer num futuro em médio-longo prazo à criança, tanto em sua saúde física quanto mental, emocional, autoestima, medos, crises, traumas, etc.

Então, se vocês pensam no bem-estar dos filhos que deixarão aqui depois de partirem… parem de se expor na frente da criança e larguem mão dessa coisa de usá-la para se beneficiar com algo.

Reforço: o maior prejudicado com a ausência do pai ou da mãe será sempre o filho. E me refiro aos dois, tanto pai quanto mãe!

Nenhum filho é completo somente convivendo com a mãe, e nenhum filho é completo convivendo somente com o pai.

São amores que, embora distintos, dispõem de intensidade similares. Ambos são parte crucial da felicidade da criança no presente e no futuro.

Portanto, se sua separação não tem volta e se você ama muito seu filho, plante no coração dele o quanto ele é amado por vocês dois e o quão legal é ter duas casas, duas famílias, enfim… mostrando sempre o copo mais cheio e o lado positivo das coisas.

Utilize a separação conjugal em favor da criação de seu filho, para que ele perceba que tem amor em dobro.

Não permita que seu filho seja o centro de um ambiente cuja intolerância é ao quadrado, em que no final de semana ouve discursos de ódio de um pro outro, e durante a semana se depara com discursos de ódio do outro pro um.

Seu filho não existe para ser objeto de chantagem, de barganha ou permuta.

Não desperdice o maior amor do mundo com bobagens.

Priorize sempre a felicidade de seu filho.
Prefira sempre seu choro ao dele.

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Ilustração: Lumi Mae

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